<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744</id><updated>2012-02-06T12:20:05.966-03:00</updated><title type='text'>raquelholanda</title><subtitle type='html'>um blog feminino, cheio de intenções, boas e más</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>37</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-823092702198327006</id><published>2009-07-08T22:26:00.011-03:00</published><updated>2009-08-03T21:49:51.674-03:00</updated><title type='text'>último post</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Eu não consigo ter raiva de você, mas tudo que sei é que preciso me afastar de você. Você é o meu lado mau criado, você é o meu lado irracional que faz tudo que deseja sem cogitar o sofrimento que virá (depois do deitar e, principalmente, depois do acordar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-823092702198327006?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/823092702198327006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=823092702198327006&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/823092702198327006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/823092702198327006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2009/07/ultimo-post.html' title='último post'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-7391941081263852937</id><published>2009-05-02T04:22:00.004-03:00</published><updated>2009-05-02T04:25:10.058-03:00</updated><title type='text'>aquém antônimo de além</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O que não se escreve se esquece, não vira documento, ninguém sabe ninguém espreita. Tantos papéis rabiscados, tantas citações e palavras e idéias avulsas, que não sei mais o que a mim pertence e o que é de outrem. Tudo parece tão homogêneo e de ninguém. Letras envolventes, porém tão dissimuladas, omissas, envaidecidas. De minha parte, só imprecisão das idéias. Meandros. Expressões antes tão precisas, agora tão incômodas. Declarações vãs. Vicissitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-7391941081263852937?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/7391941081263852937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=7391941081263852937&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7391941081263852937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7391941081263852937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2009/05/aquem-antonimo-de-alem.html' title='aquém antônimo de além'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-1207960030009462697</id><published>2009-04-05T03:12:00.014-03:00</published><updated>2009-06-27T01:54:35.642-03:00</updated><title type='text'>a poética da loucura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque por seu amor vale tudo. Porque te encontrar foi o melhor presente que já ganhei dos céus. Porque eu quero te ver todos os dias e te ouvir cantar todos os dias. Porque você foi a única pessoa que nunca, em momento algum, desacreditou de mim. Porque você sempre foi (meu) único, melhor, verdadeiro amigo. Porque você sempre me disse pra eu ser forte. Porque eu jamais senti tanta ternura a ponto de me entregar assim. Porque você é o "amor da minha vida, daqui até a eternidade e os nossos destinos foram traçados na maternidade". Porque "por você eu largo tudo, carreira, dinheiro e canudo", como diz Cazuza. Porque essa foi a primeira música que nos uniu quando você me emprestou o disco. Porque você completa a frase que eu penso &lt;st1:personname st="on" productid="em dizer. Porque"&gt;em dizer. Porque&lt;/st1:personname&gt; eu me vejo &lt;st1:personname st="on" productid="em voc￪. Porque"&gt;em você. Porque&lt;/st1:personname&gt; você me faz acreditar di-a-ria-men-te, que o verdadeiro amor entre um homem e uma mulher simplesmente existe. Porque você me faz feliz como nunca antes. Porque a sua voz soa dentro de mim. Porque você me acalenta. Porque você é a calmaria dos meus dias. Porque você é a energia das minhas noites. Porque conviver contigo é ainda mais gostoso do que ser apenas amigos. Porque você é o meu porto seguro. Porque eu ainda não sou quem eu quero ser e só você permite que eu seja quem eu quiser. Porque "por você eu aceitaria a vida como ela é". Porque o teu humor atina o meu. Porque o teu beijo consegue ser o mais perfeito e é o alimento da minha boca. Porque sinto saudade durante o segundo que não estou com você. Porque sem você "minha alegria é triste". Porque somos a extensão um do outro. Porque temos a mesma marca no queixo. Porque temos a mesma veia saliente na testa. Porque gostamos das mesmas canções. Porque somos do mesmo mês de março. Porque você começa e eu termino os signos do zodíaco. Porque você é fogo e eu sou água. Porque nos entendemos, nos aceitamos, nos permitimos um ao outro. Porque eu não sei mais ser sem você. Porque te amar é muito fácil. Porque eu não sabia que era capaz de amar assim, sequer sabia que existia esse amor aqui dentro, e você descobriu isso bem antes de mim. Porque você sabe sobre mim, melhor do que eu mesma. Porque o seu amor me sustenta. Porque te amar é a única coisa que tenho certeza que quero fazer até o último dia da minha vida.&lt;br /&gt;Porque "o teu amor me cura de uma loucura qualquer". &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-1207960030009462697?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/1207960030009462697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=1207960030009462697&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/1207960030009462697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/1207960030009462697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2009/04/poetica-da-loucura.html' title='a poética da loucura'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-6136059953940280550</id><published>2009-03-26T23:57:00.006-03:00</published><updated>2009-04-07T21:54:11.643-03:00</updated><title type='text'>a poética do tormento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Por que você entrou na minha vida?&lt;br /&gt;Procuro o motivo,&lt;br /&gt;a saliva,&lt;br /&gt;o olhar,&lt;br /&gt;a piada,&lt;br /&gt;o riso,&lt;br /&gt;a palavra,&lt;br /&gt;a frase,&lt;br /&gt;o gosto.&lt;br /&gt;Procuro esquecer o motivo, a saliva, o olhar, a piada, o riso, a palavra, a frase, o gosto, o sexo.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-6136059953940280550?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/6136059953940280550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=6136059953940280550&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/6136059953940280550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/6136059953940280550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2009/03/poetica-do-tormento_26.html' title='a poética do tormento'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-4734148629010475288</id><published>2009-03-02T22:37:00.006-03:00</published><updated>2009-03-02T22:47:34.922-03:00</updated><title type='text'>a poética do desejo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes, o desejo de desvendar, adivinhar os segredos escritos no caderninho, os sentimentos, a escritura alheia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto a leitura, a veemência de sugar cada tilintar das palavras na tentativa de ultrajar o coração profano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E com a posse das palavras, recriar, dar palpites, intrometer-me, reescrever os teus ditos, misturar os tinteiros, cobrir com a minha letra o que já está escrito, refazer, unificar, me apossar do fazedor de textos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-4734148629010475288?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/4734148629010475288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=4734148629010475288&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/4734148629010475288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/4734148629010475288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2009/03/poetica-do-desejo.html' title='a poética do desejo'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-3819641063014815185</id><published>2009-03-01T19:30:00.008-03:00</published><updated>2009-03-01T21:19:59.759-03:00</updated><title type='text'>a poética das palavras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que nos une são as palavras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Palavras soltas, palavras endereçadas, palavras cobiçadas, palavras estranhas, palavras vivas, palavras inventadas, palavras meticulosas, palavras melindrosas, palavras enfadonhas, palavras pequenas, palavras bobas, palavras sensitivas, palavras-imagens, palavras-planos, palavras-poemas, palavras musicadas, palavras desejadas, palavras mudas, palavras-plumas, palavras-peixes, palavras prometedoras, palavras desanimadoras, palavras risonhas, palavras inacabadas, palavras condenadas, palavras incertas, palavras vazias, palavras tropeçadas, palavras criticadas, palavras-línguas, palavras avassaladoras, palavras cortantes, palavras entorpecentes, palavras loucas, palavras saudosas, palavras palavras palavras palavras palavras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Somos um para o outro: palavras. E a força de expressão delas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que nos une é o mesmo que nos afasta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-3819641063014815185?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/3819641063014815185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=3819641063014815185&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/3819641063014815185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/3819641063014815185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2009/03/poetica-das-palavras.html' title='a poética das palavras'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-7870098156422678793</id><published>2009-02-13T00:38:00.020-03:00</published><updated>2009-03-04T23:14:25.179-03:00</updated><title type='text'>Terra, terreno, terraço, terreiro, enterro, enterrar, terror, término</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enquanto meu pai carregava a arma, minha mãe regava o jardim.&lt;br /&gt;Foi assim, doutor. Ele só queria enterrá-la no quintal na intenção de guardá-la. Era de um tio distante. Quis fazer isso cedinho para não chamar a atenção da vizinhança. O momento foi amaldiçoado. Questão de segundos. Eu tinha acabado de saltar da cama, nem tinha dobrado o lençol e estava comendo pão com manteiga e café quentinho quando tudo aconteceu. Eu chamei pelo pai, mas de boca cheia, me engasguei com os farelos. Quer dizer, eu tentei chamar, né? Porque engasgado, na verdade, eu grunhia. Tossi um bocado e enquanto tomava um copo d’água pra desentalar, vi uma pessoa de vestido vermelho que apareceu e sumiu. Para mim foi mesmo uma aparição. Quando chamaram pelo pai na porta da frente:&lt;br /&gt;- Oh Vicente!&lt;br /&gt;Aí, eu vi a sombra do marmanjo. Botei de vez toda a comida pra fora.&lt;br /&gt;Vomitei. Cuspi tudo.&lt;br /&gt;Quando eu reparei bem... pois não é que o Seu Nonato, pai de uns meninos que moram lá na rua de baixo, estava trazendo o Manuel, que vestia um vestido vermelho. Nem sei explicar para o senhor o que eu senti naquela hora, doutor. Meu irmão estava com a cara desfigurada, parecia que tinha levado porrada a noite toda. Ele estava... Tenho até vergonha de dizer, seu delegado, mas é o senhor quem sabe dessas coisas de lei, não é? Pois é, ele tinha era maquiagem no rosto. Senti nojo.&lt;br /&gt;O pior é que esse seu Nonato veio cheio de razão dizer que o Manuel estava botando o "filhinho" dele no meio de gente que não presta. E quem presta nessa vida, doutor? Só sei que os dois começaram um bate-boca interminável. O pai veio saber que gritaria era aquela. Não sei o que deu nele quando viu o Manuel com o rosto todo borrado. Podia se preparar para o pior... Porque se tem uma coisa que o pai não admite, doutor, é ser desonrado, e mais, diante dos outros. Ao ver aquela cena, ele se transformou e esbravejou sua dor. O destino não perduou. O Manuel gritava com a voz rouca pedindo pra ele não fazer nada antes que lhe explicasse tudo. Não adiantou. O olhar de meu pai era de ofendido, envergonhado... Ele insultou. E condenou. Meu pai quis lutar contra a humilhação. Eu quis lutar contra a ira de meu pai. Seu Nonato, quando percebeu o desassossego saiu às pressas. Com as mãos sujas da terra molhada, meu pai pulou em cima do meu irmão e deixou cair a arma.&lt;br /&gt;Ainda pude ver minha mãe tranqüila colhendo rosas no jardim.&lt;br /&gt;No alarido da confusão, enquanto voltava o olhar para os dois e pensava em uma maneira de como agir, meus pensamentos foram interrompidos pelo barulho estrondoso dos tiros.&lt;br /&gt;O pai passou mal.&lt;br /&gt;Perdi os meus sentidos por um instante.&lt;br /&gt;A cor vermelha do vestido misturava-se ao sangue.&lt;br /&gt;Meu pai balbuciou baixinho:&lt;br /&gt;- Manchei o nome de minha família.&lt;br /&gt;Quis ter impedido a zanga de meu pai ou a maldita antes que chegasse&lt;br /&gt;ao chão. Ao cair, o revólver disparou dois tiros certeiros em Manuel. Eu vacilei, doutor, mas não tenho culpa. Eu só obedeci ao pai: “Não se meta, porque tô ensinando o teu irmão a ser macho, até isso eu tenho que ensinar pra ele”.&lt;br /&gt;Não tenho nada a ver com a briga deles não, viu, doutor?!&lt;br /&gt;A minha mãe? A mãe é surda.&lt;br /&gt;Ora, eu estou dizendo para o senhor.&lt;br /&gt;Ela perguntou se o Manuel já tinha chegado. Queria saber se o espetáculo teatral tinha sido aplaudido. Se o personagem de travesti poderia render fama.&lt;br /&gt;Manuel paralisado.&lt;br /&gt;Eu disse para ela trazer as rosas.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte um &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;déjà vu&lt;/span&gt;. Novamente na hora do café vi o pai enterrando a arma, e Manuel. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-7870098156422678793?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/7870098156422678793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=7870098156422678793&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7870098156422678793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7870098156422678793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2009/02/terra-terreno-terraco-terreiro-enterro.html' title='Terra, terreno, terraço, terreiro, enterro, enterrar, terror, término'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-3316149993668336957</id><published>2009-01-18T21:12:00.020-03:00</published><updated>2009-03-01T19:28:26.852-03:00</updated><title type='text'>o último dos jangadeiros</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;4° Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;20 a 25  janeiro  2009  São Paulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Mostra Competitiva  &lt;a href="http://www.festivaldeatibaia.com.br/index.asp"&gt;Site do Festival&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_CVYK0v6cYWY/SXPLdUrCPSI/AAAAAAAAACk/HjTjRJwDdEw/s1600-h/Cartaz+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292797691716320546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CVYK0v6cYWY/SXPLdUrCPSI/AAAAAAAAACk/HjTjRJwDdEw/s320/Cartaz+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Direção:&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Raquel Holanda, Camilla Andrade e Marcelo Andrade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Classificação:&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Documentário &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Duração:&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;15 min 32 segundos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Formato:&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Digital &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Suporte:&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Vídeo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Roteiro:&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Camilla Andrade &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Direção de Fotografia: &lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Marcelo Andrade &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Direção de Arte: &lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;João Augusto Braga, David Moraes e José Valdevino Neto &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Som direto: &lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;José Valdevino Neto &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Montagem/Edição:&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Marcos Antônio &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Trilha Sonora:&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;“É café pequeno” de José Enygdio de Castro e Aluísio de Alencar Pinto &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Still:&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Raquel Holanda e Priscila Gleivy &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Design:&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Caio Castelo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Realização:&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;Universidade de Fortaleza – UNIFOR&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Festivais e Prêmios:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;18º Cine Ceará  Festival Ibero-Americano de Cinema  Prêmio de Melhor Mostra Olhar do Ceará (júri popular)  Abril 2008&lt;br /&gt;FX – Festival de Vídeo Acadêmico  1ª edição  Universidade Autónoma de Lisboa  Menção Honrosa  Dezembro 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,102,51)"&gt;Sinopse:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O documentário conta as memórias de um jangadeiro que desafiou condições sociais e políticas da década de 70 do século passado, no Ceará, e decidiu enfrentar o mar tendo uma única causa a ser defendida: a sobrevivência dos pescadores. O Sr. José Eremilson Severiano Silva, presidente da Colônia dos Pescadores na época, relembra a viagem que percorreu o Atlântico. Em uma pequena e precária embarcação (jangada), o pescador saiu do Mucuripe na cidade de Fortaleza e foi até Ilha Bela em São Paulo com a pretensão de reivindicar os direitos dos jangadeiros junto ao Presidente da República, na época o militar Emílio Garrastazu Médici. Uma viagem por mar que durou seis meses. O pescador retira do fundo do baú as melhores lembranças dessa aventura e conta também as dificuldades vividas. Uma história emocionante que retrata uma das principais conquistas dos jangadeiros cearenses: o direito à aposentadoria. A história de vida desse personagem transformou a atividade pesqueira no Estado do Ceará, e, consequentemente, colaborou para historiar fatos significantes para este Estado e para o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-3316149993668336957?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/3316149993668336957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=3316149993668336957&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/3316149993668336957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/3316149993668336957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2009/01/o-ltimo-dos-jangadeiros_3542.html' title='o último dos jangadeiros'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CVYK0v6cYWY/SXPLdUrCPSI/AAAAAAAAACk/HjTjRJwDdEw/s72-c/Cartaz+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-4434048416827535183</id><published>2009-01-10T02:19:00.027-03:00</published><updated>2009-03-01T19:25:49.323-03:00</updated><title type='text'>possuída</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Possuída pelo medo e por incontáveis dúvidas.&lt;br /&gt;Indignações.&lt;br /&gt;Se pudesse fugir de si para não ter que enfrentar as próprias indagações.&lt;br /&gt;Quais as conseqüências quando os atos vão além da imaginação?&lt;br /&gt;Como se o que acontecesse&lt;br /&gt;fosse pintura&lt;br /&gt;desenho borrado&lt;br /&gt;que se tornara uma linda obra com chamativos traços&lt;br /&gt;[vermelhos] de prazer.&lt;br /&gt;Certo dia diferente&lt;br /&gt;que escapa às regras e aos limites e dá espaço para a libertação do desejo de ter posse sobre outro corpo – assim ardente como o seu.&lt;br /&gt;Procura as palavras e o momento contagiante.&lt;br /&gt;Os descontrolados corações [unidos]&lt;br /&gt;trocas de expressões [desfiguradas]&lt;br /&gt;cujos olhares respondem às perguntas que fazem os gestos&lt;br /&gt;o cheiro dos corpos aquecidos&lt;br /&gt;o suor&lt;br /&gt;arrepio frio&lt;br /&gt;coração a bater forte e tremer as mãos&lt;br /&gt;que não se importam se estão pecando&lt;br /&gt;nesse (in)esperado instante&lt;br /&gt;que é seu é meu é nosso&lt;br /&gt;e toda aquela sensibilidade&lt;br /&gt;guardada&lt;br /&gt;escondida&lt;br /&gt;ser deliciosamente tocada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-4434048416827535183?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/4434048416827535183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=4434048416827535183&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/4434048416827535183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/4434048416827535183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2009/01/possuda.html' title='possuída'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-4032807914272980838</id><published>2008-12-21T02:00:00.016-03:00</published><updated>2009-05-27T23:23:06.575-03:00</updated><title type='text'>recordações</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;A maioria dos membros da minha família mora numa cidadezinha a duzentos quilômetros daqui. Sempre, nas férias, feriados ou datas comemorativas, voltávamos para a simplicidade e calmaria daquele interiorzinho quente. Deixando mamãe contentíssima em voltarmos ao ninho materno. Ao anoitecer, diariamente, filhos, genros, noras, netos e um ou outro parente que aparecia de quando em quando, reuniam-se ao lado do jardim, na varanda de piso mosaico, da casa verde da vovó. Nós, os netos não conhecemos o vovô. Os adultos sentados em cadeiras de balanço, rindo-se, tomando um cafezinho com uns pães-de-ló, falando do dia e dos outros. A meninada correndo solta, brincando de pega-pega, mas só depois de pedir a bênção e cada um dizer: “Deus te abençõe”. Vovó Dina fazia questão que fosse assim. Anos e anos assim. Toda a minha infância assim. Inesquecível. Aquele cheiro orvalhado e toda aquela gente minha. Estávamos empolgados e jubilosos para o aniversário de oitenta anos da vovó. Seria no sítio, para reunir toda a família, até aqueles mais distantes e esquecidos. Mas ela não quis e não agüentou. Estava gélida e linda toda de branco. Morreu minha avozinha... Caminho do hospital em frente à igreja de Santo Antônio. Tão fiel católica que era. Na missa, o padre falou que o céu ganhou uma nova estrela. Todas as noites eu olhava para o céu, querendo encontrá-la. Aquela que nos dava biscoitinhos e não brigava com nenhuma danação nossa. Aquela de sorriso frouxo e encantador.&lt;br /&gt;A casa ficou vazia e sem graça. Foi alugada. Todos reservados em suas casas, sem mais conversas e planos para festas. O ano inteirinho, só se conversava e se via quando visitávamos alguns e outros sem pressa. Não tinha mais um lugar e um horário, em que todos pudéssemos nos reencontrar, como antes todos juntos de uma vez.&lt;br /&gt;O Natal estava próximo. A tia mais nova inventou de fazer uma ceia. Alguns resistiram ao convite. Tudo muito simples, sem peru, mas com muito prazer e muitos presentes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;– Seja bem-vindo... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;– Ah, que bom que você veio...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Naquela noite natalina estava todo mundo junto. Lembranças, um choro miúdo e silencioso. Orações, trocas de presentes, brincadeiras, enfeites, sobremesas deliciosas, fotografias, pisca-pisca, música, meninada correndo solta, aquele cheiro orvalhado e toda aquela gente minha... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-4032807914272980838?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/4032807914272980838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=4032807914272980838&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/4032807914272980838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/4032807914272980838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/12/recordaes.html' title='recordações'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-2160605897480157596</id><published>2008-12-06T15:04:00.013-03:00</published><updated>2009-03-01T19:24:49.553-03:00</updated><title type='text'>espera</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;--&lt;br /&gt;a espera é tão-somente pelo ser amado.&lt;br /&gt;a espera é unicamente para acordar curado.&lt;br /&gt;(sem dor e sem amor)&lt;br /&gt;--&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-2160605897480157596?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/2160605897480157596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=2160605897480157596&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/2160605897480157596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/2160605897480157596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/12/espera_06.html' title='espera'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-997811800133386783</id><published>2008-10-08T23:41:00.008-03:00</published><updated>2008-10-14T19:41:45.736-03:00</updated><title type='text'>conto de outubro: um coração sitiado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;em&gt;“... mas o que me impressionou mesmo eram os olhos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;seu brilho, sua animalidade e sua inquietação...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;(&lt;/span&gt;Mulheres&lt;/em&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;de Charles &lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Bukovisk)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;Serei verdadeira como costumo ser, mesmo correndo o risco de que em conseqüência desta atitude possas mudar o teu conceito a meu respeito. Serei mesmo assim verdadeira, já que nem tudo só foi agrado, também escutei os teus desatinos, agora é a minha vez de perder o juízo.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;E se eu me arrepender de ser fiel aos meus sentimentos e palavras depois de tanto me expor? E se de nada valer o que sinto? Conformo-me. Valerá a tentativa de mostrar-te o que se passa em mim. Talvez não escute o que gostaria, nem sei o que gostaria de escutar e se gostaria de escutar de mim ou daquela que te exige dinheiro. Eu também te exijo dinheiro, mas te dou prazer, então vale a pena. Foi assim que me conheceste, assim me desejaste e assim me possuíste. Não sei ao certo a partir de qual instante começaste a se aproximar de mim. Só percebi porque me seguiste até o cassino. Sabias onde me encontrar, afinal de contas à noite estou sempre acesa e a rua é o meu lar. Em cada esquina rebolo e deixo um pouco do meu riso gozado. Arrepende-te dos curtos momentos que dedicamos um ao outro? Nem tudo foi mentira, não é?&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;Não esquecerei as noites juntos, como lobos, domados pelo instinto. Estúpidos. Selvagens. Na rua, no carro, na escada do teu prédio, na praia, na cama da tua mulher, nos motéis mais sujos da cidade. &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;Mas sendo bastante racional resolvi não mais desejar-te como antes, pois que o nosso romance não pode ser. Estivemos juntos, mas nunca estivemos por inteiro juntos. Estiveste sempre à mercê das crianças, do teu chefe e dela, a quem juraste amar até o último dia da tua vida diante do Senhor, no altar. Sabes, nunca acreditei no amor. Eu, prostituta, não tenho ilusões, não sofro por homem como a tua mulher, que te liga aos prantos toda vez que estás comigo e perdes a hora de voltar pra ela. Sinto por ela, afinal também sou mulher. Mas tu és tudo o que quero. Foste capaz com sabedoria de conduzir-me a ti. Tenho pensado em ti e agido por ti. Tens um jeito lindo que é só teu. Tens a nudez de espírito. És romântico. É muito bom estar ao teu lado. Gostaria que gostasses de mim, do meu "eu" verdadeiro, que nem sempre é forte, nem sempre é belo, nem sempre é sensual. É como é. Somente tu consegues me fazer pensar em ter uma vida de santa como as camponesas em um alpendre e uma cajuína para acompanhar o canto dos pássaros. Fico imaginando essas cenas de filme... vestido singelo, uma trança no cabelo e o teu amor comigo. Acho que se fosse filme mesmo eu seria uma boa atriz, já fingi tantas vezes, mas não te preocupes, nunca contigo.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt;Desejo muito o teu companheirismo, mas, já que não é possível, tenho que me livrar dessa loucura de amor. Eu, prostituta, não posso amar. Esse negócio grudento. Não há lugar para mim dentro de ti e vice-versa. Não, querido, estou falando de coração, sentimentos, não de encaixe. Percebo que não estou ao alcance do teu coração, há muitas diferenças. Talvez não tenhas respostas a dar se eu perguntar: por que eu? Ou: por que não eu? Não tenho o direito de sentir medo de te perder, mas o sinto. Estou expondo a minha vontade, que é ter o teu juramento, não assim aos pingos, a prestações. O que há de mais importante entre nós são os encontros marcados para o prazer, e só. Acontece que o teu prazer não me alimenta mais. Eu tenho coração, sabias? Meu coração ainda está aqui no lado esquerdo do peito. Consegues sentir? Ter coração, ou melhor, ter consciência para se permitir ao prazer e se privar de um sentimento bonito, separando do amor o sexo, não quero sentir por ora. Estou cansada dessa instabilidade: escondido, proibido, errado.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;o:p&gt;Guardo e somo às minhas experiências o que tivemos e já sinto saudade de tudo isso. Levarei comigo os momentos deliciosos de empolgação e euforia. Levarei comigo o teu jeito menino, o teu sorriso safado, tuas danações, tuas provocações, tuas palavras afetuosas de conforto e orientação. Um dia quem sabe saio dessa vida. Mas neste momento opto pela distância do teu corpo. Não adianta me dar carro, casa, sobrenome. Outros me darão. Tu nunca me darias o teu amor. Trairias a minha fidelidade assim como fazes com ela. E não me venhas com propostas. Teu dinheiro não compra a tua própria fidelidade. Não há nada para repensar. Não te prometi a eternidade, e quem de imediato a promete, meu bem, mente. "Estranhos no primeiro encontro, estranhos na despedida", já dizia Bandini, não seria diferente conosco. Ah, mas deixa comigo uma caixa de cigarros de cravo-da-índia? Lembrarei de ti sempre que fumar um. Sinto, meu bem, esta dama já te pertenceu. Sinto. Elejo o meu coração prostituto.&lt;br /&gt;Vou andar pelas ruas, me sentir nua, me matar.&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-997811800133386783?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/997811800133386783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=997811800133386783&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/997811800133386783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/997811800133386783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/10/conto-de-outubro-um-corao-sitiado.html' title='conto de outubro: um coração sitiado'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-1392105961877377240</id><published>2008-09-28T16:10:00.014-03:00</published><updated>2008-10-18T00:34:16.199-03:00</updated><title type='text'>crônica de domingo: unha encravada</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Domingo à tarde. Estava passando do meu quarto para o quarto de minha mãe, quando vi meu irmão e sua namorada na sala de estar, namorando. Não foi possível conter, eu ri. Ele estava com sua pose de homem casado, relaxado, assistindo à TV. Ela, por sua vez, estava concentrada em sua função: a de manicure. Isso mesmo. Ela estava “fazendo” as unhas dele. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ri, porque lembrei que já vi essa cena uma penca de vezes. Quando criança, acompanhava o namoro de uma vizinha mais velha e todo domingo, estava ela lá limpando, lixando, hidratando as “patas” do namorado. Achava até bonito, um gesto carinhoso, mas também constrangedor. É por amor ou um favor?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Desde que comecei a namorar nunca me ocorreu desempenhar esse papel. Nunca me dispus a tal tarefa. Não dou conta, não tenho jeito com as mãos. E não “sinto muito” por isso. Um ex-namorado - de longo tempo - veio certa vez dizer que era de se estranhar eu não cuidar de suas unhas. Era só o que me faltava! E ainda completou dizendo - assim meio menino mau criado - que todas as suas ex-namoradas cumpriam com entusiasmo essa função. Imagine só a cara de pau. Respondi sem calcular: olha aqui, meu filho, sou sua namorada, e ser apenas isso, já me dá muito trabalho, não posso me ocupar com mais essa tal atividade não. Você que se responsabilize por si. Ora!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É curioso. Sempre vi amigas e vizinhas cuidarem das mãos e dos pés dos seus amados. Cortando, lixando, tirando cutículas, unha encravada...&lt;br /&gt;Pergunto: por que as namoradas têm que posar de samaritanas e fazer de conta que gostam de limpar as unhas do namorado? Por que o homem não é capaz de ir ao salão para fazer isso com um(a) profissional? Falta de tempo? Ou isso comprometeria sua reputação? Seria vaidade em excesso ou uma questão de higiene? Por que o homem não se sente ofendido com isso? Não estaria ela desconfiando da sua higiene pessoal? Por que ele recebe esse ato de bom grado? &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Pois, revelo: o que era para ser ocasional, um ato de ternura com o namorado considerado especial e que já se tem intimidade suficiente, torna-se hábito, ou obrigação mesmo, e se repete a cada domingo, ou a cada novo namorado. Não se trata de um cuidado todo especial para com o então digníssimo atual namorado especial. Não. Trata-se da boa vontade da namorada em querer agradar o namorado, seja qual for. E quando solteiras, se fossem capazes de admitir essa fraqueza, diriam: eu queria um namorado para ao menos cuidar de suas unhas! &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Surpresos? Para elas considero ainda pior, pois depois que os namorados se acostumam, aí, querida super namorada, não se livrará jamais da função de manicure. Acostumou mal. É isso mesmo que você, mulher apaixonada, quer, não é? Afinal, você é a mulher-maravilha, além de dotar todas as características de uma namorada perfeita dando carinho, colo, rumo e amor, você também cuida da higiene pessoal dele, enquanto namorada, e depois da casa, do jardim, do cachorro, e se duvidar até do carro quando se casarem, mas e daí, você está apaixonada, e o que fazemos quando somos flechados pelo cupido?! Uma pessoa apaixonada faz muitas coisas, não? Uma unha encravada é o de menos. O amor cravado no peito é um investimento sem preço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-1392105961877377240?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/1392105961877377240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=1392105961877377240&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/1392105961877377240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/1392105961877377240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/09/crnica-de-domingo-unha-encravada.html' title='crônica de domingo: unha encravada'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-7171730486077911647</id><published>2008-09-18T01:37:00.002-03:00</published><updated>2008-09-18T01:41:59.575-03:00</updated><title type='text'>tum-tum-tum</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;                                                  &lt;p class="MsoNormal"&gt;olha-me deixando-me fascinar por teu encantamento&lt;br /&gt;e numa desesperada loucura&lt;br /&gt;de ter-te,&lt;br /&gt;querer-te sentir&lt;br /&gt;perco-me em pensamentos esparsos&lt;br /&gt;e desejo te gostar sem que o medo me acompanhe&lt;br /&gt;mas&lt;br /&gt;pensar em ti&lt;br /&gt;para quê?&lt;br /&gt;é pensamento em vão,&lt;br /&gt;[é perdido]&lt;br /&gt;pois tu deves estar ocupando&lt;br /&gt;a tua vida e&lt;br /&gt;o teu coração&lt;br /&gt;e eu?&lt;br /&gt;a me prender em enclausurados pensamentos&lt;br /&gt;tão longe de ti&lt;br /&gt;que nem sonhas o quanto eu sonho&lt;br /&gt;o quanto eu quero&lt;br /&gt;quero e sinto&lt;br /&gt;em vão&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;não&lt;br /&gt;vou chorar&lt;br /&gt;tento&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;não agüento&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-7171730486077911647?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/7171730486077911647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=7171730486077911647&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7171730486077911647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7171730486077911647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/09/tum-tum-tum.html' title='tum-tum-tum'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-608954215363968060</id><published>2008-09-14T14:47:00.003-03:00</published><updated>2008-09-14T15:10:32.384-03:00</updated><title type='text'>terceiros</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sente necessidade de colo e mão firme. Os que sentem teu cheiro percebem-te diferente. Ela sabe. És teimosa. Difícil de convencê-la. Está tão envolvida consigo mesma que se tornou difícil sair de si para se observar. Está sensível às cores, às palavras, às músicas, ao silêncio. Não sabe o porquê da sensibilidade e torna-se mais cautelosa com as escolhas. E recatada. Guardando para si as inquietações do coração, sentindo-as no âmago. Improvisando dia e noite. Sente algo morrer e parece não ter tempo para viver o luto. Muda de comportamento, mas tem a essência imutável. Começa a compreender o momento – será divino ou amaldiçoado? – quando silencia corpo e pensamento. É o danado gosto por gente.&lt;br /&gt;Mas serás divina ou amaldiçoada?&lt;br /&gt;E dá conta de que não se permite chorar. Sua voz interior ordena: sinta o que for cale-se, silencie, observe.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-608954215363968060?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/608954215363968060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=608954215363968060&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/608954215363968060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/608954215363968060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/09/terceiros.html' title='terceiros'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-1892281862110794790</id><published>2008-09-03T01:31:00.007-03:00</published><updated>2008-09-03T11:14:15.553-03:00</updated><title type='text'>sem título</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;tudo pra mim&lt;br /&gt;tudo por mim&lt;br /&gt;tudo sou eu&lt;br /&gt;tudo quero eu&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-style: italic; color: rgb(153, 102, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic; color: rgb(51, 51, 51); text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;(&lt;/o:p&gt;Eu juro, tentei não me expor desse modo, mas o desejo falou mais alto. E como mulher é um tanto mais sentimento que razão, permiti que a vontade usasse seu feitiço. Versos antigos e guardados com cuidado na caixinha de papéis, ainda não estão vencidos, ainda são testemunhas dos fatos.)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-1892281862110794790?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/1892281862110794790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=1892281862110794790&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/1892281862110794790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/1892281862110794790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/09/quatro-versos.html' title='sem título'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-6923191416653749608</id><published>2008-08-31T19:52:00.007-03:00</published><updated>2009-11-07T23:55:52.782-03:00</updated><title type='text'>recomeço</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O amor nunca vem só&lt;br /&gt;com o seu encantamento&lt;br /&gt;a esperança de que dessa vez &lt;i&gt;será para sempre&lt;/i&gt; é a primeira a chegar&lt;br /&gt;as dúvidas acompanham os encontros iniciais&lt;br /&gt;a posse surge nos primeiros meses&lt;br /&gt;e as diferenças não tardam a aumentar&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O amor nunca vai só&lt;br /&gt;com o seu sofrimento&lt;br /&gt;o choro é o primeiro a sair&lt;br /&gt;as boas lembranças acompanham os passos da despedida&lt;br /&gt;o arrependimento surge nas últimas conversas&lt;br /&gt;e a dor da ausência não tarda a se alastrar&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O perdão nunca vem só&lt;br /&gt;com a sua certeza de que &lt;i&gt;ficará tudo bem&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;a vontade de recuperar os momentos vividos é a primeira a chegar&lt;br /&gt;a insegurança acompanha as novas juras de amor&lt;br /&gt;o risco de vacilar desorienta os sentidos nos primeiros reencontros&lt;br /&gt;as promessas de não mais errar surgem com a reconciliação&lt;br /&gt;e o amor, permissivo, não tarda a se reaproximar do coração&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-6923191416653749608?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/6923191416653749608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=6923191416653749608&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/6923191416653749608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/6923191416653749608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/08/recomeo.html' title='recomeço'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-4942969827584764629</id><published>2008-08-25T20:05:00.001-03:00</published><updated>2008-08-25T20:07:40.412-03:00</updated><title type='text'>se</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;eu queria que sentisses o que eu sinto&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;eu queria te possuir&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;eu queria te levar comigo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;eu queria te mostrar quem sou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;e preciso dizer que te espero, dizer o quão te quero&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;antes que o tempo passe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;que eu desabe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;que o verso acabe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;que tu te cases&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;antes que tu te esqueças de mim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;antes que eu me esqueça de mim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-4942969827584764629?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/4942969827584764629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=4942969827584764629&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/4942969827584764629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/4942969827584764629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/08/se.html' title='se'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-839297527486550664</id><published>2008-08-20T00:37:00.008-03:00</published><updated>2008-08-31T20:06:39.852-03:00</updated><title type='text'>sobre coincidências</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;                &lt;p class="MsoNormal"&gt;fico aflita quando penso em coincidências.&lt;br /&gt;elas são imprevisíveis,&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;                      &lt;/span&gt;são encantadoras e assustadoras,&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                      &lt;/span&gt;são efêmeras,&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                      &lt;/span&gt;espontâneas,&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                      &lt;/span&gt;são incontroláveis,&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;                      &lt;/span&gt;               são (in)desejadas&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                      &lt;/span&gt;e são puras.&lt;br /&gt;que fazer com elas, meu Deus?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-839297527486550664?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/839297527486550664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=839297527486550664&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/839297527486550664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/839297527486550664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/08/sobre-coincidncias.html' title='sobre coincidências'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-7058139198105026167</id><published>2008-08-18T23:41:00.003-03:00</published><updated>2008-08-18T23:51:52.254-03:00</updated><title type='text'>a letra B</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;                      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;eu te beijo&lt;br /&gt;os sentimentos&lt;br /&gt;beijo com sentimento&lt;br /&gt;sinto para beijar&lt;br /&gt;beijo para sentir&lt;br /&gt;sinto o beijo&lt;br /&gt;beijo e sinto&lt;br /&gt;beijo sentindo&lt;br /&gt;beijo os beijos&lt;br /&gt;mas nada é igual a ter&lt;br /&gt;sentimento no beijo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-7058139198105026167?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/7058139198105026167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=7058139198105026167&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7058139198105026167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7058139198105026167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/08/letra-b.html' title='a letra B'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-5215362796460042512</id><published>2008-08-17T01:47:00.016-03:00</published><updated>2008-08-17T02:01:31.075-03:00</updated><title type='text'>inaugural</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;minha vida é sempre um começo.&lt;br /&gt;não porque estou sempre disposta&lt;br /&gt;e aberta para começar algo,&lt;br /&gt;mas porque nunca termino o que começo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-5215362796460042512?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/5215362796460042512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=5215362796460042512&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/5215362796460042512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/5215362796460042512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/08/inaugural.html' title='inaugural'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-2832577207091363086</id><published>2008-08-14T23:28:00.004-03:00</published><updated>2008-09-14T14:53:56.941-03:00</updated><title type='text'>esperança</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;meu coração está esperando por uma pessoa.&lt;br /&gt;está esperando que ela cresça.&lt;br /&gt;quem?&lt;br /&gt;eu mesma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-2832577207091363086?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/2832577207091363086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=2832577207091363086&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/2832577207091363086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/2832577207091363086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/08/esperana.html' title='esperança'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-2713931856259432564</id><published>2008-08-14T23:14:00.006-03:00</published><updated>2009-07-18T01:21:03.823-03:00</updated><title type='text'>sabes o que estou a pensar?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;meus olhos em busca dos teus querendo perceber o que sentes&lt;br /&gt;amor&lt;br /&gt;assim como eu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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pensar?'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-7987463385429484139</id><published>2008-08-10T22:17:00.011-03:00</published><updated>2008-08-14T23:39:03.201-03:00</updated><title type='text'>lição</title><content type='html'>Onde você está?&lt;br /&gt;Aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que horas são?&lt;br /&gt;Agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é você?&lt;br /&gt;Este momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Do filme "Poder além da vida" baseado no livro de Dan Millman.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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title='lição'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-2046976218470482212</id><published>2008-08-09T09:12:00.004-03:00</published><updated>2008-08-09T09:17:26.374-03:00</updated><title type='text'>antropologia visual da mulher V</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu, etiqueta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;Em minha calça está grudado um nome&lt;br /&gt;que não é o meu de batismo ou cartório,&lt;br /&gt;um nome... estranho.&lt;br /&gt;Meu blusão traz lembrete de bebida&lt;br /&gt;que jamais pus na boca, nesta vida.&lt;br /&gt;Em minha camiseta, a marca de cigarro&lt;br /&gt;que não fumo, até hoje não fumei.&lt;br /&gt;Minhas meias falam de produto&lt;br /&gt;que nunca experimentei,&lt;br /&gt;mas são comunicados a meus pés.&lt;br /&gt;Meu tênis é proclama colorido&lt;br /&gt;de alguma coisa não provada&lt;br /&gt;por este provador de longa idade.&lt;br /&gt;Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,&lt;br /&gt;minha gravata e cinto e escova e pente,&lt;br /&gt;meu copo, minha xícara,&lt;br /&gt;minha toalha de banho e sabonete,&lt;br /&gt;meu isso, meu aquilo,&lt;br /&gt;desde a cabeça ao bico dos sapatos,&lt;br /&gt;são mensagens,&lt;br /&gt;letras falantes,&lt;br /&gt;gritos visuais,&lt;br /&gt;ordens de uso, abuso, reincidência,&lt;br /&gt;costume, hábito, premência,&lt;br /&gt;indispensabilidade,&lt;br /&gt;e fazem de mim homem-anúncio itinerante,&lt;br /&gt;escravo da matéria anunciada.&lt;br /&gt;Estou, estou na moda.&lt;br /&gt;É doce estar na moda, ainda que a moda&lt;br /&gt;seja negar minha identidade,&lt;br /&gt;trocá-la por mil, açambarcando&lt;br /&gt;todas as marcas registradas&lt;br /&gt;todos os logotipos do mercado.&lt;br /&gt;Com que inocência demito-me de ser&lt;br /&gt;eu que antes era e me sabia&lt;br /&gt;tão diverso de outros, tão mim-mesmo&lt;br /&gt;ser pensante, sentinte e solitário&lt;br /&gt;com outros seres diversos e conscientes&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;de sua humana, invencível condição.&lt;br /&gt;Agora sou anúncio,&lt;br /&gt;ora vulgar ora bizarro,&lt;br /&gt;em língua nacional ou em qualquer língua&lt;br /&gt;(qualquer, principalmente).&lt;br /&gt;E nisto me comprazo, tiro glória&lt;br /&gt;de minha anulação.&lt;br /&gt;Não sou - vê lá - anúncio contratado.&lt;br /&gt;Eu é que mimosamente pago&lt;br /&gt;para anunciar, para vender&lt;br /&gt;em bares festas praias pérgulas piscinas,&lt;br /&gt;e bem à vista exibo esta etiqueta&lt;br /&gt;global no corpo que desiste&lt;br /&gt;de ser veste e sandália de uma essência&lt;br /&gt;tão viva, independente,&lt;br /&gt;que moda ou suborno algum a compromete.&lt;br /&gt;Onde terei jogado fora&lt;br /&gt;meu gosto e capacidade de escolher,&lt;br /&gt;minhas idiossincrasias tão pessoais,&lt;br /&gt;tão minhas que no rosto se espelhavam,&lt;br /&gt;e cada gesto, cada olhar,&lt;br /&gt;cada vinco da roupa&lt;br /&gt;resumia uma estética?&lt;br /&gt;Hoje sou costurado, sou tecido,&lt;br /&gt;sou gravado de forma universal,&lt;br /&gt;saio da estamparia, não de casa,&lt;br /&gt;da vitrina me tiraram, recolocam,&lt;br /&gt;objeto pulsante mas objeto&lt;br /&gt;que se oferece como signo de outros&lt;br /&gt;objetos estáticos, tarifados.&lt;br /&gt;Para me ostentar assim, tão orgulhoso&lt;br /&gt;e ser não eu, mas artigo industrial,&lt;br /&gt;peço que meu nome retifiquem.&lt;br /&gt;Já não me convém o título de homem.&lt;br /&gt;Meu nome novo é coisa.&lt;br /&gt;Eu sou a coisa, coisamente.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-2046976218470482212?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/2046976218470482212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=2046976218470482212&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/2046976218470482212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/2046976218470482212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/08/antropologia-visual-da-mulher-v.html' title='antropologia visual da mulher V'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-2414561424041240625</id><published>2008-08-06T23:47:00.020-03:00</published><updated>2008-10-11T03:51:10.581-03:00</updated><title type='text'>antropologia visual da mulher IV</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;“... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;é que Narciso acha feio o que não é espelho&lt;/span&gt;...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;(Caetano Veloso)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quem não conhece Narciso?&lt;br /&gt;O mito de Narciso simboliza a vaidade. O consumo da vaidade que nunca cessa. O desejo incessante de ser mais bonita, mais magra, mais atraente, de parecer com a modelo da capa de revistas, de usar a roupa da atriz da novela das oito... &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Segundo Mccracken, a &lt;i&gt;revolução do consumo&lt;/i&gt; surgiu paralelamente à Revolução Industrial. Essa revolução no consumo, não foi tão somente uma transformação dos gostos, das preferências e dos hábitos de compra, mas significou uma mudança na cultura do mundo. Claro, já existia uma cultura de consumo, mas foi no século XVIII que houve o “boom”: a explosão do consumo; quando se deu o consumo de massa, em que herdar objetos tradicionais dos familiares perdeu a função de distinção social e deu vez aos novos objetos. Consumir o novo virou moda, mas consumir era privilégio da classe nobre.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No século XIX, surgiu a democratização do consumo com a introdução do cartão de crédito, assim, produtos de luxo estavam ao alcance de todos. Porém, a elite buscou se diferenciar da massa, através da boa conduta e da posse dos produtos de fabricação exclusiva. Desde então, o consumo tornou-se uma atividade da massa, causando uma grande mudança social. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Atualmente, consumir é uma prática diária, e realizada de forma homogênea pela sociedade. Os anúncios vendem liberdade, poder, beleza, amigos, vida saudável... Enfim, formas “ideais” de ser. Tratam o consumidor como mero objeto, que uma vez convencido da relevância do produto para sua vida, é lucro garantido. Essa forma “ideal” de ser e essas imagens ideais de beleza são artificialmente criadas para ludibriar os receptores, com o propósito único de vender uma imagem, uma marca.&lt;/p&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/iYhCn0jf46U&amp;amp;hl=" type="application/x-shockwave-flash" fs="1" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nesta campanha publicitária da Dove, fica bem clara a proposta de uma nova definição de beleza. Claro que não deixa de ser uma estratégia (muito boa!) para vender os produtos da marca - que são consumidos por “elas” - , porém é um anúncio menos agressivo, que inspira as mulheres à se aceitarem. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Bons filmes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Janela da Alma – Documentário (este é introspectivo, reflexivo... mostra o olhar como a janela da nossa alma)&lt;br /&gt;Clube da Luta – Ficção (este discute a relação &lt;i&gt;eu comum&lt;/i&gt; x &lt;i&gt;eu que quero ser&lt;/i&gt;, é maravilhoso!)&lt;br /&gt;Nunca é tarde para amar - Ficção (este conta a história de uma mulher mais velha - não adepta de pláticas -  que se apaixona por um jovem, é lindinho!)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Boas leituras:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cultura e Consumo – Grant Mccracken (autor do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boom&lt;/span&gt; do consumo)&lt;br /&gt;O Império do Efêmero – Gilles Lipovetsky&lt;br /&gt;Outra dica é a matéria &lt;a href="http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernob/2005/09/12/jorcab20050912005.html"&gt;"Que o luxo seja acessível a todos"&lt;/a&gt; de Norma Couri do Jornal do Brasil&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;P.S.: Déo, obrigada pela paciência em me ajudar a postar o vídeo. Beijos!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-2414561424041240625?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/2414561424041240625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=2414561424041240625&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/2414561424041240625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/2414561424041240625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/08/antropologia-visual-da-mulher-iv.html' title='antropologia visual da mulher IV'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-6656287769451170442</id><published>2008-08-02T01:00:00.001-03:00</published><updated>2008-08-02T01:01:54.451-03:00</updated><title type='text'>antropologia visual da mulher III</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Retrato&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu não tinha este rosto de hoje,&lt;br /&gt;assim calmo, assim triste, assim magro,&lt;br /&gt;nem estes olhos tão vazios,&lt;br /&gt;nem o lábio amargo.&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Eu não tinha estas mãos sem força,&lt;br /&gt;tão paradas e frias e mortas;&lt;br /&gt;eu não tinha esse coração&lt;br /&gt;que nem se mostra.&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Eu não dei por esta mudança,&lt;br /&gt;tão simples, tão certa, tão fácil:&lt;br /&gt;- Em que espelho ficou perdida&lt;br /&gt;a minha face?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Mulher ao espelho&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;div&gt;                                                  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Hoje, que seja esta ou aquela,&lt;br /&gt;pouco me importa.&lt;br /&gt;Quero apenas parecer bela,&lt;br /&gt;pois, seja qual for, estou morta.&lt;br /&gt;Já fui loura, já fui morena,&lt;br /&gt;já fui Margarida e Beatriz,&lt;br /&gt;já fui Maria e Madalena.&lt;br /&gt;Só não pude ser como quis.&lt;br /&gt;Que mal fez, essa cor fingida&lt;br /&gt;do meu cabelo, e do meu rosto,&lt;br /&gt;se é tudo tinta: o mundo, a vida,&lt;br /&gt;o contentamento, o desgosto?&lt;br /&gt;Por fora, serei como queira,&lt;br /&gt;a moda, que vai me matando.&lt;br /&gt;Que me levem pele e caveira&lt;br /&gt;ao nada, não me importa quando.&lt;br /&gt;Mas quem viu, tão dilacerados,&lt;br /&gt;olhos, braços e sonhos seus,&lt;br /&gt;e morreu pelos seus pecados,&lt;br /&gt;falará com Deus.&lt;br /&gt;Falará, coberta de luzes,&lt;br /&gt;do alto penteado ao rubro artelho.&lt;br /&gt;Porque uns expiram sobre cruzes,&lt;br /&gt;outros, buscando-se no espelho.&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;(Cecília Meireles)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-6656287769451170442?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/6656287769451170442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=6656287769451170442&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/6656287769451170442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/6656287769451170442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/08/antropologia-visual-da-mulher-iii.html' title='antropologia visual da mulher III'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-8488128854482883123</id><published>2008-08-01T00:09:00.015-03:00</published><updated>2008-10-02T12:01:10.769-03:00</updated><title type='text'>antropologia visual da mulher II</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Vivemos na sociedade da imagem, e assim, o homem moderno recebe, assimila, relaciona e revela todas as informações através das imagens, sendo o olhar o principal meio de percepção.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Através do olhar percebemos as pessoas e as coisas ao redor da maneira que desejamos, do modo que internalizamos as nossas impressões. Vemos o que vemos de acordo com nossas experiências, com a nossa educação, com a nossa percepção do mundo e do seu sistema. Mostramo-nos e conhecemo-nos visualizando e aceitando as formas individuais de ver. E nesse caso, ver quase significa pensar.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;O olhar tem suas interpretações, tanto no sentido “literal” – quero dizer físico - (olhar para baixo, para cima...), como no sentido "literário" – quero dizer conceituações sobre os olhares – (olhar distante, olhar apreensivo, introspectivo...), então penso que existe a concretização do olhar, que é físico, e ao mesmo tempo é abstrato, pois há subjetivações do mesmo olhar, quando me enxergo no olhar alheio, quando um olhar me sorri, quando um olhar me propõe algo, quando um olhar me entristece, ou me engana. Eu vejo esses olhares, eu tenho sensações ao vê-los, eu me entrego quando os vejo, bem ou mal, eu os interpreto. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;No texto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fenomenologia do Olhar&lt;/span&gt;, de Alfredo Bosi, encontrei uma reflexão sobre o fenômeno do olhar. Alfredo Bosi desenvolve seu texto a partir das citações de outros autores, da percepção do olhar físico, do significado que tem o olhar e sua intensa intencionalidade. Ele analisa várias dimensões no discurso de Simone Weil. Selecionei alguns trechos dos muitos interessantes que li:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;“Em suma, há um ver-por-ver, sem o ato intencional do olhar; e há um ver como resultado obtido a partir de um olhar ativo”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;“O olhar poético se prolonga e se aguça na teoria atômica que vai infinitamente além do olho orgânico”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;“É a mente que se espelha e se confirma na sua eterna identidade consigo mesma”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;“A cegueira, diz Sócrates no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fédon&lt;/span&gt;, é a perda do olho da mente”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;“De um lado, memória, luminosidade do espírito e sobrevivência chamam-se e completam-se. Do outro: opacidade, morte. Duas dimensões da existência, dois olhares”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;“O olho, janela da alma, é o principal órgão pelo qual o entendimento pode obter a mais completa e magnífica visão dos trabalhos infinitos da natureza”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;“... o olho é a mediação que conduz a alma ao mundo e traz o mundo à alma”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;“Olhar não é apenas dirigir os olhos para perceber o “real” fora de nós. É, tantas vezes, sinônimo de cuidar, zelar, guardar, ações que trazem o outro para a esfera dos cuidados do sujeito: olhar por uma criança, olhar por um trabalho, olhar por um projeto”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;“Às vezes a expressão do olhar é tão poderosa e concentrada que vale por um ato. Um ato de acolhimento: dar um olhar, conceder um olhar, pôr os olhos sobre alguém, deitar-lhe um olhar – tudo vem a ser prestar atenção, o que é um sinal ou uma esperança de favor se não de benévola aceitação”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;“Os olhos não só vêem ou percebem, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;querem&lt;/span&gt; absolutamente”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Esta última vale um parêntese: tem um PODER desmesurado. Prossigo com as citações que considerei ainda mais entusiásticas, que me deixaram entorpecida, fazendo-me vigiar o meu próprio olhar, assim mais de perto:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;“Não é um conhecimento de simulacros ou de emanações desprendidas dos corpos. Tampouco é um conhecimento de sombras, cópias ou reflexos que remetem a idéias transcendentes à visão. É um conhecimento de pessoa, de um ser vivo cujo corpo-alma se dá ao olho que o contempla”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;“Olhar de perto, olhar de anatomista que observa, em plena luz, as mais finas articulações dos corpos vivos; olhar de naturalista que tateia, como se fosse com as pontas dos dedos, as rugas das pedras”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Acredito que o olhar é intencional quando tem intenções outras, ou sem intenção alguma, uma simples e breve olhadela. Que tem entre o fenômeno do olhar e a antropologia visual da mulher? Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu? É preciso ter um olhar moderador perante a busca incessante da beleza. A beleza mais bonita é a do coração bondoso. Achou clichê? Sabe aquela conversa conhecida de que a pessoa nem é tão bonita, mas é tão legal que se torna bela, pois é... eu acredito.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;A beleza natural é a perfeição. Tá, tá tudo bem, eu nem sou tão natural assim para estar defendendo tanto, eu também me maquio (e esta palavra pode ter várias interpretações), mas sou a favor do equilíbrio desse consumo de beleza. Gosto da espontaneidade, da naturalidade, e da velhice como ela é. Apesar de não saber se vou me adaptar. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;(Desculpem as palavras mal empregadas “olhar literal” e “olhar literário”, mas enquanto estava envolvida com o texto, pareceram palavras atraentes e ainda gosto delas. No entanto, tenho dúvidas se me fiz entender, porém, contudo, entretanto, no entanto... isso não importa muito agora.)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Boa leitura: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O Olhar - Adauto Novaes (inclui  o texto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: normal;"&gt;Fenomenologia do Olhar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;, de Alfredo Bosi) &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-8488128854482883123?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/8488128854482883123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=8488128854482883123&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/8488128854482883123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/8488128854482883123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/08/antropologia-visual-da-mulher-ii.html' title='antropologia visual da mulher II'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-3531076293628073716</id><published>2008-07-28T00:04:00.013-03:00</published><updated>2008-10-02T11:54:12.161-03:00</updated><title type='text'>antropologia visual da mulher I</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i&gt;“Tu és a forma ideal&lt;br /&gt;Estátua magistral&lt;br /&gt;Oh! alma perenal&lt;br /&gt;Do meu primeiro amor&lt;br /&gt;Sublime amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu és de Deus&lt;br /&gt;A soberana flor&lt;br /&gt;Tu és de Deus a criação&lt;br /&gt;Que em todo coração&lt;br /&gt;Sepultas um amor...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;(Pixinguinha)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Antropologia visual da mulher é de certa forma uma continuação do trabalho “nua e crua”, que por mencionar as funcionalidades do corpo feminino, me fez constatar a importância de discutir as harmoniosas relações: mulher x imagem e mulher x consumo. Fiz um estudo, ainda que superficial, sobre a &lt;i&gt;teoria funcionalista da estética&lt;/i&gt; para complementar o propósito da conversa, já que a estética está diretamente ligada à imagem e ao consumo (além do prazer, é claro). &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bem, a &lt;i&gt;teoria funcionalista da estética&lt;/i&gt; é uma teoria que considera uma coisa bela quando essa coisa é feita para funcionar bem e realizar exatamente o trabalho que lhe cabe executar, assim, será considerada bela. Infelizmente é ambígua e pode ser interpretada em vários sentidos. Durante o século XVIII, o termo beleza estava estreitamente ligado à apreciação intelectual das leis da natureza ou à apreciação das adaptações teleológicas (sinais da intenção divina) do mundo orgânico. A arte não era criada para ser admirada por sua estética. Foi a partir deste século que surgiu a concepção de belas-artes e a separação entre o artista e o trabalhador.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Louis Sullivan afirmava que “a forma acompanha a função”. Essa frase influenciou os artistas do século XX. Descrever os desenhos utilitários de móveis e equipamentos domésticos; firmava a arquitetura e o desenho industrial ao fazer uma coisa funcional que se adaptasse ao seu propósito, assegurando que ela teria qualidade estética, seria bela para os olhos e os sentidos. Essas eram as idéias de funcionalismo. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então, percebe-se que algo era produzido de forma artística para ser utilizado, para que funcionasse, e esse algo era considerado belo por ter uma função. Não havia o julgamento da "arte pela arte", a simples admiração, contemplação ou apreciação da beleza. A "beleza pela beleza" é uma característica já enraizada na sociedade contemporânea, que certamente conduzirá os parâmetros do que deve ser reproduzido como visualmente belo futuramente, e já reconstitui o conceito de beleza, seu significado e seu reconhecimento.&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;(Caro leitor, se gostou deste &lt;span style="font-style: italic;"&gt;post&lt;/span&gt; fico contentíssima e aconselho a leitura do&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 102, 51);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;livro &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Estética e Teoria da Arte&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt; de Harold Osborne, articulista dessa teoria comentada acima - a teoria funcionalista da estética. Faço isso, principalmente, em consideração ao comentário da observadora visitante Manulira.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-3531076293628073716?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/3531076293628073716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=3531076293628073716&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/3531076293628073716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/3531076293628073716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/07/antropologia-visual-da-mulher-i.html' title='antropologia visual da mulher I'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-1068656426852468155</id><published>2008-07-27T02:15:00.008-03:00</published><updated>2008-09-30T22:48:43.537-03:00</updated><title type='text'>nua e crua</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIoQjZxIEOI/AAAAAAAAABc/FB4rbRl6bLw/s1600-h/quadro.psd.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIoQjZxIEOI/AAAAAAAAABc/FB4rbRl6bLw/s200/quadro.psd.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227008517915283682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);font-size:78%;" &gt;Dimensão original: 15 x &lt;st1:metricconverter productid="35 cm" st="on"&gt;35 cm&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;              &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Cabelos: Referencial da condição feminina.&lt;br /&gt;- Olhos com óculos: Um olhar seletivo. Olhos que vêem nitidamente quando querem, e podem optar por ver ou não, assim como a sociedade, que vê com olhos alheios, acrítica.&lt;br /&gt;- Boca: Batom&lt;br /&gt;- Mãos: Identidade. Quem é? Mulher.&lt;br /&gt;- Seios: Próprios da mulher.&lt;br /&gt;- Barriga: Maternidade.&lt;br /&gt;- Costas: Expressa aversão, indiferença para com a opinião alheia, por outro lado, a ignorância da sociedade, sempre de costas à realidade.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Pés com sapatilhas: a princípio, beleza e leveza, delicadeza e fluidez de uma bailarina; em contrapartida, pés machucados, doloridos e amarrados, impedidos de dar passos além. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Nua e Crua” é uma seqüência de imagens convidativas sem a intenção de vulgarizar esta belíssima condição do ser mulher. A idéia que instiga este trabalho é o limite das escolhas, especialmente as feminis. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nós mulheres, podemos fazer nossas escolhas entre as várias oportunidades que o mundo nos oferece. Podemos nos sentir e nos considerar libertas. Porém, estas escolhas e esta liberdade são limitadas, pois somente podemos viver e sentir dentro da nossa condição de mulher. Não temos as mesmas sensações que os homens ou os bichos. Não temos a opção de escolher em um momento ser mulher e sentirmos como tal ou decidirmos ser um animal e sentirmos tal como ele sente. Assim, as coisas somente são o que me parecem até onde eu puder vê-las, tê-las e compreendê-las, mas com a condição de ser mulher. Com sensações, intenções e expressões femininas. O “eu mulher” no mundo&lt;i style=""&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Este trabalho parte de um olhar feminino e explora a feminilidade. Apresenta características puramente femininas que representam partes curvilíneas facilmente destacadas do corpo de uma mulher, as quais mostram ser ou não ser de uma mulher, mesmo ao longe. Expõe delicadezas feminis despidas de imposições e preconceitos.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A mistura da poética com imagem foi esta composição fragmentada do corpo da mulher e suas respectivas funcionalidades.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Nua e Crua”, título e obra, inspiram a liberdade, naturalidade e delicadeza feminil, sugerem a reflexão, e por fim, declaram o ater-se, o incompleto ser perfeito. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trabalho fotográfico desenvolvido em 2004 para as aulas de história da arte da universidade. Um trabalho queridíssimo, cujos questionamentos levantados são tão instigantes quão atuantes, pelo menos diante do meu olhar.)&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-1068656426852468155?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/1068656426852468155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=1068656426852468155&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/1068656426852468155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/1068656426852468155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/07/nua-e-crua.html' title='nua e crua'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIoQjZxIEOI/AAAAAAAAABc/FB4rbRl6bLw/s72-c/quadro.psd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-1620358978339148299</id><published>2008-07-25T00:04:00.012-03:00</published><updated>2008-07-27T02:33:32.732-03:00</updated><title type='text'>sr. &amp; sra.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;um vento leve e frio&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;um irresistível vinho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;a sós&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;noite&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; adentro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;descalços&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;deitados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;no chão espalhados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;vestido cor de algodão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;terno cor de carvão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;compromisso nas mãos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;no olhar, doçura&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;no corpo, loucura&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;o beijo molhado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;o corpo cálido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;o sentimento tácito&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;deleite consumido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;tudo por um capricho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;o de ter um abrigo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;cai o véu &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;agora és fiel &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;que coisa boa, Deus do céu&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-1620358978339148299?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/1620358978339148299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=1620358978339148299&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/1620358978339148299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/1620358978339148299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/07/sr-e-sra.html' title='sr. &amp; sra.'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-7769005659887113811</id><published>2008-07-18T22:05:00.026-03:00</published><updated>2008-10-02T12:00:27.389-03:00</updated><title type='text'>estação das cores</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;“Atrás de mim vem um trem&lt;br /&gt;numa velocidade espantosa –&lt;br /&gt;mas que nunca me alcançará.”&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(M. Sorescu - poeta romeno)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIFBsn4pQeI/AAAAAAAAABU/pig8MJHsnBA/s1600-h/Trem+032.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224529277603103202" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIFBsn4pQeI/AAAAAAAAABU/pig8MJHsnBA/s200/Trem+032.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu primeiro afazer de hoje: trilhar caminhos. E todos me levam a crer que esse percurso tem uma singela harmonia, e que, cabe justinho num roteiro de um filme. Um filminho lindo, que passará em minha memória nos próximos longos dias de rotina regados a mel, trigo, leite.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Trem das cores, dos doces, dos prazeres, das raças, dos humores, dos rumores, das amenidades, dos destinos. Vidas que transitam reclusas de um vagão a outro. Vidas intransitáveis. Sujeitos sem rosto, sem sexo, apenas seres. Vivos. Cada pessoa um personagem. Cada personagem uma história de vida que vale ser relatada. Um mundo, um poço profundo de experiências e imaginação, um universo de sensações, cultura, sonhos, esperanças, intrigas, dores, amores, brios, infinitas possibilidades.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Registro. Palavra inquietante, que puuuulsa latejante (em mim ultimamente). Instigante, vibrante e tudo o mais. Tudo vale ser registrado, consumido, consumado, tudo merece ser revisto, ser lembrado, ser sentido outra vez, e numa próxima vez, e mais uma vez. Porque viver é uma longa caminhada. Andanças entre muitas estradas, desvios, curvas, retomadas, paradas obrigatórias, acidentes, subidas e descidas, corridas em alta velocidade, partidas e chegadas, como bem lembra Milton Nascimento.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;“Todos os dias é um vai-e-vem&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIE_xWaOJ1I/AAAAAAAAAA8/KSndsRrN2Hs/s1600-h/Trem+036.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224527159788185426" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIE_xWaOJ1I/AAAAAAAAAA8/KSndsRrN2Hs/s200/Trem+036.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A vida se repete na estação&lt;br /&gt;Tem gente que chega prá ficar&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIE_rGABJ-I/AAAAAAAAAA0/vJSJTxSs4ng/s1600-h/Trem+014.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224527052304099298" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIE_rGABJ-I/AAAAAAAAAA0/vJSJTxSs4ng/s200/Trem+014.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que vai&lt;br /&gt;Prá nunca mais...&lt;br /&gt;Tem gente que vem e quer voltar&lt;br /&gt;Tem gente que vai, quer ficar&lt;br /&gt;Tem gente que veio só olhar&lt;br /&gt;Tem gente a sorrir e a chorar&lt;br /&gt;E assim chegar e partir...&lt;br /&gt;São só dois lados&lt;br /&gt;Da mesma viagem&lt;br /&gt;O trem que chega&lt;br /&gt;É o mesmo trem&lt;br /&gt;Da partida...”&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um encontro. Acasos. Imagens. Cores. Constatação. Um sopro.&lt;br /&gt;Para saciar minha sede de viver outras vidas, essas e outras faltas que me acompanham, decidi os trilhos da minha vida, só por hoje.&lt;br /&gt;E convido: vamos sentir, pensar, vivenciar, enfim, experimentar um filme?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;ESTAÇÃO DAS CORES&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;CENA 01. EXT. ESTAÇÃO DE TREM – DIA&lt;br /&gt;Trem chegando, apitando, soprando fumaça, todas as correntes enferrujadas estalando na tentativa de frear. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;CENA 02. INT. ESTAÇÃO DE TREM – DIA&lt;br /&gt;Dentro dos vagões, pessoas entram e escolhem um acento. Um e outro aproveitam a viagem para descansar e viram de lado para adormecer até chegar a sua estação. Outros se observam. Outras tiram o terço. Casais se enamoram. Estudantes lêem.&lt;br /&gt;Um ou outro vendedor ambulante oferece doces e refrigerantes. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;CENA 03. EXT. ESTAÇÃO DE TREM – DIA&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIE_4uOSOVI/AAAAAAAAABE/k9REtEoi2iY/s1600-h/Trem+005.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224527286439655762" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 200px; cursor: pointer; height: 150px;" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIE_4uOSOVI/AAAAAAAAABE/k9REtEoi2iY/s200/Trem+005.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O trem da a partida. Em movimento segue com alta velocidade. Olhares dispersos para a paisagem lá fora. Alguns pensam nas contas a serem pagas, alguns tentam agendar mentalmente as obrigações do dia. Mãe repreende a criança que quer ficar de pé.&lt;br /&gt;- O trem está andando, você deve se sentar e ficar quieto.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;CENA 04. INT. ESTAÇÃO DE TREM – DIA&lt;br /&gt;Uma moça concentrada em sua leitura e anotações é interrompida por uma voz suave de uma senhora de meia idade.&lt;br /&gt;- Está lendo querida?&lt;br /&gt;- Humrum.&lt;br /&gt;- Filha, desculpe interromper, mas qual é o livro?&lt;br /&gt;- “Elogio da leitura”.&lt;br /&gt;- É uma história de amor?&lt;br /&gt;- Não. É um elogio à leitura.&lt;br /&gt;- Ah, sim.&lt;br /&gt;- Em que posso ajudá-la, Sra.?&lt;br /&gt;- Você poderia ler um trechinho pra eu ouvir?&lt;br /&gt;- Claro. “Leia agora ou cale-se para sempre. Leia agora e pense para sempre. Leia agora e abra-se para sempre, perca para sempre a inocência, ou melhor, a ingenuidade. O ouvido do leitor torna-se órgão privilegiado da inteligência. É o ouvido que comanda a leitura, dizia Ítalo Calvino. Lendo, ouvimos em nosso interior palavras transformadoras, inspiradoras, gozosas, dolorosas, gloriosas, luminosas. Ouvimos de modo atento e criterioso os sons emitidos por nós e pelo entorno. Ouvimos com mais nitidez o que nos rodeia, e nos ouvimos melhor. Podemos distinguir o ruído do murmúrio, o grito do brado, o gemido de dor do gemido de prazer, o choro convulsivo da convulsiva gargalhada”.&lt;br /&gt;- Nossa. Estou emocionada, comovida mesmo. Quem dera saber ler, para sentir todas essas coisas.&lt;br /&gt;- Ah, pego o trem sempre nesse mesmo horário e posso ler um pouco pra Sra., já que gostou...&lt;br /&gt;- Não, minha filha, não se importe comigo não. Vá, faça seu estudo aí quietinha, que eu já estou habituada a fazer outras leituras.&lt;br /&gt;- Mas qual? (rindo-se contrariada)&lt;br /&gt;- Eu observo. Leio a alma, os gestos, os olhares dos passageiros e imagino o comportamento deles em casa, no trabalho, na rua... assim eu fantasio as vozes, visualizo as cenas na minha cabeça, não é por que não sei ler, que não sei pensar ou criar, não é mesmo?!&lt;br /&gt;- É. (rindo-se carinhosa)&lt;br /&gt;- Bom, vou descer na próxima, Estação do Segredo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;CENA 05. EXT. ESTAÇÃO DE TREM – DIA&lt;br /&gt;O trem partindo. A senhora correndo acompanhando, ansiosa para se despedir.&lt;br /&gt;- Ei, moça?! Acena com entusiasmo para quem acabara de conhecer.&lt;br /&gt;O trem retoma sua jornada e segue para mais uma parada na próxima estação. Na estação seguinte, a moça salta e caminha reflexiva a passos largos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;CENA 06. INT. ESCOLA – DIA&lt;br /&gt;Moça chega à escola.&lt;br /&gt;- A tarefa de hoje, crianças, é passear num trem. Nós vamos perceber as pessoas, seus modos e vamos imaginar a vida delas, mergulhar no labirinto que é o mundo, para nós darmos continuidade às histórias inacabadas.&lt;br /&gt;Mas antes, vou ler um trecho pra vocês. Então, olhos, ouvidos e corações, atentos: “Refiro-me, porém, com mais entusiasmo, a todo livro que seja espelho no qual nos vemos, e janela através da qual vislumbramos o Outro. Esse Outro é também o outro que atravessa a rua, que me faz um aceno, que me envia uma mensagem”. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para a Sra.: uma conversa despretensiosa que ficará gravada na Estação da Lembrança.&lt;br /&gt;Para a moça: uma conversa inicialmente desconversante, que ficará gravada na Estação do Coração.&lt;br /&gt;Para mim: uma conversa a três, que ficará gravada na Estação da Imagem.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIE__fqtGWI/AAAAAAAAABM/arUDFt4KM-M/s1600-h/Trem+038.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIE__fqtGWI/AAAAAAAAABM/arUDFt4KM-M/s1600-h/Trem+038.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224527402791410018" style="margin: 0px auto 10px; display: block; cursor: pointer; text-align: center;" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIE__fqtGWI/AAAAAAAAABM/arUDFt4KM-M/s200/Trem+038.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Boas leituras:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;“Linha Férrea” de Tércia Montenegro, um ótimo livro de contos que recebeu o 1º Prêmio Redescoberta da Literatura Brasileira em 2000 pela Revista Cult.&lt;br /&gt;“Elogio da Leitura” – Gabriel Perissé&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Boas músicas: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Trem das Sete – Raul Seixas&lt;br /&gt;Trem das Cores – Caetano Veloso&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-7769005659887113811?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/7769005659887113811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=7769005659887113811&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7769005659887113811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7769005659887113811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/07/estao-das-cores.html' title='estação das cores'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_CVYK0v6cYWY/SIFBsn4pQeI/AAAAAAAAABU/pig8MJHsnBA/s72-c/Trem+032.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-1535529403553900427</id><published>2008-07-18T14:26:00.012-03:00</published><updated>2008-12-07T03:17:05.829-03:00</updated><title type='text'>para todas as coisas: google</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Para noites de insônia: internet,&lt;br /&gt;Para grandes distâncias: skype,&lt;br /&gt;Para matar a saudade: webcam,&lt;br /&gt;Para encontros casuais/marcados: msn,&lt;br /&gt;Para troca de mensagens: e-mail,&lt;br /&gt;Para parecer mais nova: photoshop,&lt;br /&gt;Para comentar: blog,&lt;br /&gt;Para arquivar: pen drive,&lt;br /&gt;Para a falta de tempo: podcast,&lt;br /&gt;Para uma segunda chance: second life,&lt;br /&gt;Para registros e memórias: youtube,&lt;br /&gt;Para “quem sou eu”: orkut,&lt;br /&gt;Para todas as coisas: Google&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(Parafraseando a canção “Diariamente” – Marisa Monte)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-1535529403553900427?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/1535529403553900427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=1535529403553900427&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/1535529403553900427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/1535529403553900427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/07/para-todas-as-coisas-google.html' title='para todas as coisas: google'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-7686312080430774755</id><published>2008-07-18T13:18:00.028-03:00</published><updated>2008-12-07T03:52:31.301-03:00</updated><title type='text'>blog: meu querido diário virtual</title><content type='html'>&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Era uma vez, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;u&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;m&lt;/span&gt;&lt;span&gt;a menina que gostava de escrever...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu querido diário, hoje, quero lembrar os tempos de meninice e toda aquela dedicação que eu tinha para escrever diariamente em suas páginas enfeitadas, sobre a aula da escola, à tarde na casa da melhor amiga, a cartinha do menino que morava na outra rua... Naquele tempo, eu o fechava com o cadeado cor-de-rosa e o escondia dos meus irmãos debaixo das roupas dentro do armário, e somente as amiguinhas, tinham o privilégio de ouvir sobre as minhas pequenas aventuras infantis. Ainda guardo todas essas lembranças e os diários que escrevi, e, que, levava horas personalizando com recortes, adesivos e embrulhos de bombons.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou rápido, mas essa prática de escrever sobre o cotidiano de maneira íntima e particular ainda perdura. Não são mais os caderninhos com páginas enfeitadas impressas, mas páginas eletrônicas: os &lt;i style=""&gt;blogs&lt;/i&gt;. O &lt;i style=""&gt;blog&lt;/i&gt; resgata esse hábito de escrever sobre os fatos do cotidiano e tem a mesma função de um diário, com algumas diferenças, o &lt;i style=""&gt;blog&lt;/i&gt; não guarda segredo, ao contrário, ele expõe os textos virtualmente e disponibiliza para toda a rede, ou seja, qualquer pessoa do mundo pode visitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na área em que atuo, o Jornalismo, o &lt;i style=""&gt;blog&lt;/i&gt; foi bem acolhido; pois se tornou mais uma ferramenta de informação. É possível encontrar facilmente &lt;i style=""&gt;weblogs&lt;/i&gt; de jornalistas conceituados e que se dedicam fielmente todos os dias à sua página pessoal. Lembro de um amigo dizer, que a melhor maneira de se sentir atualizado é acompanhando os &lt;i style=""&gt;blogs&lt;/i&gt; dos jornalistas, porque discutem os temas mais importantes e fazem críticas proveitosas. Porém, não podemos esquecer que os &lt;i style=""&gt;blogs&lt;/i&gt; são parciais, pois é o julgamento de uma pessoa, e se for a única fonte de pesquisa do navegador, ele estará fadado à restrição e a uma visão de mundo limitada. É claro que fica aquela dúvida: será que posso confiar nessa ou naquela informação? Você deve procurar &lt;i style=""&gt;blogs&lt;/i&gt; de jornalistas que já tenham uma grande produção e que tenham respaldo, mas você escolhe em quem confiar, afinal, convivemos com a liberdade de expressão (graças a Deus!) e você tem o livre-arbítrio para decidir sobre suas escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhado de orkut, fotolog, msn, etc, ter um &lt;i style=""&gt;blog &lt;/i&gt;atualmente significa fazer parte do mundo virtual, e consequentemente, colaborar para a história da cibercultura. O &lt;i style=""&gt;blog&lt;/i&gt; pode ser o que o seu autor quiser: uma página pessoal, de trabalho, especializada abordando um determinado tema, sobre poesias, sobre política, sobre moda. E as vantagens? No seu diário virtual você é ao mesmo tempo o escritor, o editor, o censor… e publica o que quiser, afinal, você é o comunicador e você criou sua página para informar ou para entreter. E você poderá publicar quando quiser ou puder, enviando seus textos de onde quer que esteja. Uma ferramenta que possibilita o “blogueiro” se deleitar e expressar a sua versão dos fatos, a sua opinião, bem como possibilita qualquer internauta comentar, discordar, lamentar, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é válido nisso tudo – ao menos para mim – é o registro. Registrar, documentar de alguma forma, através de cartas, blogs, diários, fotos, desenhos... Registrar os melhores momentos, as idéias empolgantes, os diálogos, as mudanças, o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-7686312080430774755?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/7686312080430774755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=7686312080430774755&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7686312080430774755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7686312080430774755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/07/blog-meu-querido-dirio-virtual_18.html' title='blog: meu querido diário virtual'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-3568434347169658507</id><published>2008-07-15T01:23:00.006-03:00</published><updated>2008-07-17T00:47:06.909-03:00</updated><title type='text'>costura</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Raquel&lt;/i&gt; --&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt; &lt;/span&gt;raquelzinha --&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt; &lt;/span&gt;euzinha --&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt; &lt;/span&gt;menininha --&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt; &lt;/span&gt;menina-mulher --&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt; &lt;/span&gt;mulher-maravilha --&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt; &lt;/span&gt;menina feita de amor e de dor --&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt; &lt;/span&gt;menina cheia de ar, fogo, terra e água (principalmente) -- borboletinha --&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt; &lt;/span&gt;bonequinha, toda desenhadinha --&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt; &lt;/span&gt;de gesso&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt; &lt;/span&gt;-- gélida -- genuína -- introvertida -- introspectiva -- complexa -- completa -- 19 peixes -- mansa como uma ovelha -- desgarrada -- ovelha negra da família -- fêmea -- feia -- fiel -- fértil -- feminina -- gente fina -- divina -- modesta -- melosa -- melancólica -- chocólotra -- cabelos longos, lisos e desbotados -- desmedida -- sob medida -- ficar e terminar, em vez de começar e deixar pra lá... -- adoro a lua minguante e as quintas-feiras também -- intensa -- inteira -- sem eira, nem beira -- efêmera -- enamorada -- encantadora -- engraçada (risos) -- aspirações -- desilusões -- divagações -- nua -- menina de rua -- menina do mundo da lua -- crua -- menina feita de luz e de pó -- apagada -- amada -- fada -- mimada -- recatada -- conversa culta -- conversa puta -- conservadora -- mel e fel -- voluntária -- recolhida -- ré -- rara -- rasa -- clara -- amarga -- moda: não visto marcas -- chérie -- camiseta + calcinha -- convite: cafeteria -- trocar o dia pela noite -- livros e quadros -- Degas -- sou (in)feliz -- estou perto -- estou nas entrelinhas -- estou ao léu -- amo o meu umbigo -- eterna -- etérea -- blá...blá...blááá -- babadinhos, laços de fita e lese -- meus papéis riscados, rabiscados, amassados e em versos brancos -- rã -- rosto de leite -- vela -- bela -- março -- morta -- acessórios básicos: óculos e leque -- ansiosa -- ociosa -- recomeços constantes -- chororô na posição de um feto -- menina das pernas cor-de-rosa -- allegro/adágio -- diáfana -- abstrata -- canções e 340 missivas -- sou singular -- sou minha -- sou má -- como as obras de arte, eu não sigo linearidades -- estou de bem comigo mesma -- destemida -- descontraída -- &lt;b&gt;R&lt;/b&gt;ima &lt;b&gt;A&lt;/b&gt;ceitação &lt;b&gt;Q&lt;/b&gt;uase &lt;b&gt;U&lt;/b&gt;no &lt;b&gt;E&lt;/b&gt;rmo &lt;b&gt;L&lt;/b&gt;íquido -- meu quarto, meu abrigo, meu refúgio, meu casulo -- meio carente -- meio vidente -- diferente -- veemente -- pés, eixo, barra, plié -- paradoxal -- plena -- tenho medo do abandono -- dona -- bem-me-quer, mal-me-quer -- serena -- sincera -- singela -- donzela -- às vezes megera -- girassol -- girando ao teu redor -- “... cheia de graça ... bendita sois entre as mulheres...” -- zelosa -- silenciosa -- preguiçosa -- fabulosa -- teimosa -- charmosa -- dengosa -- jubilosa -- caprichosa -- confusa -- comum -- bem comportada -- safada -- sagrada -- tão boa que vê bondade nos outros -- fé íntima e pessoal -- individual -- gosto de me lambuzar de sorvete ou com a saliva de outrem -- excêntrica -- excessivamente sensível -- inesquecível -- um pouco anjo -- um pouco fera -- quieta -- ????? -- doçura e brandura não significam fragilidade -- faceirice -- romanesca -- minha letra -- literatura -- leituras -- lirismo -- língua -- corrimão e caminhada para ser literata -- passos calmos -- aplausos falsos -- mentiras -- pastilhas de hortelã -- atrevida -- atrativa -- grito de liberdade -- de verdade -- de saudade -- de costas -- batom na boca e perfume -- meias ¾ arrastão -- banana cortada com farinha, leite e chocolate em pó -- paz e muito amor -- fotografias da minha grande família -- anedotas -- sou a pessoa certa na hora errada -- oculta -- ocidental -- sensual -- beldade -- bel-prazer -- amigos guardados -- amores inacabados -- criativa -- criançola -- olhar perdidiço -- perdão -- perdição -- adoro a minha companhia -- minha escrivaninha -- seleta e declarações de amor -- abre teus braços, deixa-me abraçar os teus abraços -- linda, linda -- de morrer -- de viver -- eu sou -- holandinha -- todinha --&lt;i&gt; de Holanda.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;(&lt;i&gt;Lembrança da primavera de 1999.)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-3568434347169658507?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/3568434347169658507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=3568434347169658507&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/3568434347169658507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/3568434347169658507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/07/costura_15.html' title='costura'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-7191143263951620195</id><published>2008-07-14T00:47:00.009-03:00</published><updated>2008-07-17T12:23:04.771-03:00</updated><title type='text'>diário da mocidade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Senti tanta saudade de escrever e já faz tanto tempo. Sinto saudade dos pensamentos expostos &lt;st1:personname productid="em palavras. Como" st="on"&gt;em palavras. Como&lt;/st1:personname&gt; se eu tivesse me abandonado. Por que parei de escrever assim? Com esforço me dedico a estas linhas. E agora parece tão difícil descrever o que se passa aqui dentro. Tentando me despir, mas estou com vergonha, de mim, do meu próprio olhar observador.&lt;br /&gt;Mas quero compartilhar trivialidades, as miudezas da vida.&lt;br /&gt;Quero contar sobre a saudade que sinto das coisas que não vivi e a coragem que me faltou. Contar o que li em um livro e as minhas reflexões. Meus arrependimentos. Minha cura diária. E a caminhada pela manhã cedinho. As horas a fio dentro de uma cafeteria degustando &lt;i style=""&gt;a&lt;/i&gt; &lt;i style=""&gt;la carte&lt;/i&gt; ou na livraria folheando os volumes. O choro calado por não conseguir dizer às pessoas que gosto o quanto gosto. O riso sem graça. A cena espreitada pela janela do quarto, do carro. O filme do cinema e a peça de teatro do final de semana. Indicar um &lt;i style=""&gt;hit&lt;/i&gt; do meu disco favorito. “Beber umas recordações de família”, viajar para o interior para andar de bicicleta e tomar sorvete no banco da pracinha da Igreja, além de sentir a tranqüilidade penetrante. E aquelas noites mal dormidas, rolando na cama sem dormir, de tanta dor ou de tanto amor. Subjetividades. Depoimentos de felicitações ou aflições. Minhas narrativas pessoais e personificadas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-7191143263951620195?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/7191143263951620195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=7191143263951620195&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7191143263951620195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/7191143263951620195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/07/dirio-da-mocidade.html' title='diário da mocidade'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2173676947178883744.post-3987633766689752538</id><published>2008-07-13T00:32:00.004-03:00</published><updated>2008-07-15T00:57:24.189-03:00</updated><title type='text'>bem-vindo ao blog da raquel</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“... isso granula, isso acaricia, &lt;/em&gt;&lt;em&gt;isso raspa, isso corta: isso frui.”&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Roland Barthes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre resisti às influências do mundo virtual, no entanto o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; caiu no meu apreço. Sentia anseio de organizar os textos avulsos, de tirá-los da gaveta da escrivaninha, de externar as vontades, e aqui, se compreende um espaço praticamente infinito para a criatividade. Quero, pois, ficar. Pode me chamar de blogueira.&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; consegue ser um bom arquivo para os pensamentos não ditos (ou malditos), as idéias inquietantes, as lamúrias, as fantasias, as confabulações.&lt;br /&gt;Pois bem, devo admitir que o interesse pelos &lt;em&gt;posts&lt;/em&gt; intensificou depois de algumas experiências em sala de aula e após algumas tentativas, pensei em mil títulos e ainda bisbilhotei um tanto de blogues para ajudar a compor o meu diário público-particular. Sem aproveitar muito as opiniões alheias (melhor assim), eis um pedaço de mim: o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Sem propósitos por ora definidos, proponho-me a escrever desprevenidamente, sem interrupções, sem pudores, e até mesmo como diz Barthes, “se perdendo também, de vez em quando, na vulgaridade”.&lt;br /&gt;Agora, estou enamorada do blog, um chamego só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2173676947178883744-3987633766689752538?l=raquelholanda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raquelholanda.blogspot.com/feeds/3987633766689752538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2173676947178883744&amp;postID=3987633766689752538&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/3987633766689752538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2173676947178883744/posts/default/3987633766689752538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raquelholanda.blogspot.com/2008/07/bem-vindo-ao-blog-da-raquel.html' title='bem-vindo ao blog da raquel'/><author><name>raquelholanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08430493842960788067</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
